Olimpíadas Rio 2016 na visão de uma tenista apaixonada

In Esportes, Tênis
Chris Ramalho

O ano era de 1988, Seul, eu tinha 13 anos, essa é a minha lembrança mais viva de Olimpíadas. Lembro do Ursinho chorando em Moscou também, mas só disso. Agora, o ano é 2016, e eu fui viver o que sonhei por muito tempo, ao vivo. Foram dias mágicos. Na bagagem, ingressos para algumas modalidades como: Tênis, Basquete, Vôlei. Tênis, claro, com mais dias… Domingo, Segunda, Terça seriam dias garantidos para viver o esporte que mais amo na vida. É nele que se encontra meu maior ídolo, e ele, por amor ao esporte, também estaria nas Olimpíadas. Só de começar a fazer o percurso de chegada até o Parque Olímpico, eu já me arrepiei. O Complexo de Tênis é particularmente maravilhoso. O Parque Olímpico é um sonho. As arenas são gigantescas e dividem-se em 5: Arena do Futuro; Arena Carioca 1; Arena Carioca 2; Arena Carioca 3 e Complexo de Tênis. Andei por quase todas, menos as Arenas 2 e 3. Conheci o Maria Lenk, onde foram disputados os saltos ornamentais e jogos de polo aquático, e nado sincronizado.

No Tênis, no primeiro dia, houve um desagrado. A parte gastronômica não estava preparada para atender a infinidade de gente que transitava pelo complexo. Pessoas que compraram ingressos para ficar o dia inteiro, ficaram sem comida. Isso mesmo, sem comida.A espera na fila de alguns food trucks ( chamados de emergência) era de pelo menos 3 horas. Numa fila dessa eu perdi o jogo do Murray.
Tirando essa parte, o evento foi maravilhoso. Os tenistas se doaram de uma maneira que nunca vi igual, nem pela TV. Ver o Djoko, o Delpo, o Murray, o Nadal do jeito que eu vi é um privilégio que poucos tem. Reconheço que me enquadrei, agora, em um grupo seleto de pessoas que viram um tenista jogar com tanto amor no coração.

Conheço algumas pessoas que deixaram de ir nas Olimpíadas por convicção política. Eu respeito. Bastante. Eu também por diversas vezes pensei em desistir por esse motivo. Mas sempre que refletia sobre esse assunto, me vinha a cabeça que dificilmente eu conseguiria ver tudo isso de novo. Lamento pelo que o meu país passa, mas eu precisava sentir essa energia olímpica. E isso eu senti com meus tenistas!!!!!!! O complexo é super bem montado! Quadra Central seguida de duas menores, a 1 e 2 e seguida ainda de auxiliares de 3 a 9. Nas quadras de 3 a 9, consegue se ver tenistas TOPs bem de pertinho. Assim como ex-tenistas que estão a serviço do seu país.

 

Os brasileiros em quadra, receberam torcida de Davis. Em alguns momentos eu senti vergonha alheia pelo tipo de torcida, mas ao final todos os tenistas era ovacionados, aplaudidos, e elogiados como devem ser.
Marcelo Melo e Bruno Soares conseguiram a façanha de tirar a chance de ouro do Djokovic, no jogo de duplas. Antes, o Delpotro tinha eliminado o sérvio que chegou aqui como favorito. O jogo Delpo x Djoko foi um dos mais emocionantes que eu já vi. Minha vontade era de ver todas as quadras ao mesmo tempo.  Como um mosaico na TV. A vontade era ser onipresente e viver todos os instantes sem perder nada! Impossível! Não fiquei a semana inteira, perdi as finais, mas voltei com meu coração carregado de mais amor por esse esporte tão lindo e respeitando ainda mais os tenistas, eles que protagonizam o show, e que vendo do jeito que eu vi, em torneio sem valer dinheiro, me mostrou como eles fazem o que amam.
Por Christiane Ramalho

 

 

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